Leia esse texto ao som de Legião Urbana
Em uma analise grosseira, somos levados, rapidamente, a concluir que não há amor neste século, e que, se ainda há amor, com certeza, ele é menor que nos tempos da brilhantina. Isso, por que, a cada instantes, somos bombardeados com noticias de separações, seja nas nossas rodas de amigos ou nos noticiários dos famosos. E cada vez menos, recebemos noticias de casamentos. Daí, somos levados a essa falsa impressão que a geração atual não sabe amar, ou não sabe o que é o amor...
Vejamos bem, durante séculos as mulheres foram
forçadas a ter um único destino: casar-se com alguém que elas mal sabiam o
nome, e serem “FELIZES PARA SEMPRE ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE”.
Apesar de se querer romantizar essa opressão, a
realidade é que os casamentos não duravam para sempre por uma simples questão
de amor ou felicidade, mas porque para as mulheres a morte era realmente a
única coisa que poderia as tirar das amarras do casamento – Em uma sociedade
patriarcal e opressora em que a mulher não tinha direito algum, me digam em
que condições ela iria separar antes da morte?
Durante séculos fomos condicionados a pensar que o
amor (leia-se aqui casamento) deveria durar pra sempre. Invejamos os
relacionamentos de nossos avôs e desejamos encontrar alguém que fique conosco pra
sempre. Mas esquecemos de pensar em todas as condições que nossas avós passaram
para levar o casamento até a velhice.
Essa condição errônea que só é amor quando dura para sempre, nos faz duvidar da existência do AMOR nos tempos atuais. Pois eu lhes digo, sem medo algum de equívoco, não é o amor que está morrendo (arisco-me a dizer que o amor nunca esteve tão vivo) é o começo do fim da opressão e da obrigatoriedade que caia sobre a mulher de permanecer casada até que a morte decida separar.
Quando você vir uma separação sendo anunciada não
lamente pelo amor, celebre o fato de uma mulher ter ficado casada até o dia que
ela se sentiu bem em estar casada. Até onde ela viu que ainda tinha amor,
respeito e companheirismo... POR QUE NÃO SOMOS OBRIGADAS A NADA, NEM A CASAR,
MUITO MENOS A PERMANECERMOS CASADAS.
Nem a opressão nem a morte mandam mais no ESTADO
CIVIL DAS MULHERES.
P.S.: Já tá mais que na hora do Padre trocar o “até
que a morte os separe” para “até que ambos queiram está juntos”. Sugestão da
minha irmã mais velha, Sidinha.
Comentários
Postar um comentário